GLOBAL COMPACT – LEADERS SUMMIT 2010


Entre os dias 23 e 25 de junho de 2010, realizou-se na sede das Nações Unidas e no Marriott Marquis Hotel, em Nova York (EUA), o Global Compact Leaders Summit 2010 (Cúpula de Líderes do Pacto Global), reunião trienal do Pacto Global das Nações Unidas. O encontro contou com a participação de líderes das empresas signatárias e representantes de governos de 135 países, além de dirigentes sindicais, representantes de organizações não governamentais e chefes de órgãos da ONU.

Foram mais de 2.000 participantes que durante os três dias discutiram uma estratégia global para a construção de uma nova era de sustentabilidade no mercado global, em que assuntos como preservação do meio ambiente, responsabilidade social e governança corporativa estejam de fato integrados na gestão das empresas.

Os debates estiveram centrados em três temas principais:

  • Definição de uma agenda de progresso da responsabilidade social nas empresas;
  • Mecanismos para conduzir às mudanças necessárias; e
  • Ferramentas para reforçar a ação das empresas na realização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

No documento final deste encontro – a “New York Declaration by Business” –, as lideranças empresariais assumiram o compromisso de “elevar o nível de suas práticas” para contribuir mais substancialmente com os esforços pela paz e pelo desenvolvimento sustentável. Para tanto, os presentes confirmaram a importância de as empresas basearem suas estratégias nos dez princípios do Pacto Global.

“Mercados globais sustentáveis e inclusivos podem contribuir significativamente para um futuro em que as pessoas possam viver em sociedades prósperas e pacíficas”, reconhece o documento. “Para isso, precisamos intensificar nossos esforços para a construção de uma nova era de sustentabilidade corporativa, em que os princípios do Pacto Global estejam integrados aos negócios em toda parte.”

Os signatários do documento garantem renovar seu compromisso com os princípios do Pacto Global, aprofundar seu engajamento, reforçar o apoio a metas críticas de desenvolvimento e ampliar a transparência e o diálogo.

Entretanto, a decisão que pode trazer mais efeitos positivos para as empresas em todo o mundo foi anunciada pelo secretário-geral Ban Ki-moon: a própria ONU vai adotar internamente os princípios do Pacto Global. Isso significa que, daqui para a frente, as relações com funcionários, fornecedores e fundos de pensão serão regidas pelos dez princípios que a entidade vem divulgando e insistindo para que as empresas os adotem. “A adoção desses princípios pela própria ONU é um exemplo de que devemos praticar o que pregamos”, justificou-se Ban Ki-moon, ao anunciar a nova medida.

A edição deste ano do Global Compact Leaders Summit foi especial por ter marcado os dez anos do Pacto Global, uma iniciativa da ONU para mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção voluntária, em suas práticas de negócios, de valores fundamentais em direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente, ética e combate à corrupção. As empresas que efetivamente põem em prática esses princípios estão contribuindo para o fortalecimento da cidadania, bem como para o surgimento de lideranças inovadoras e comprometidas com o desenvolvimento sustentável.


No mundo inteiro, 5.300 empresas são signatárias do Pacto Global, que também abre a possibilidade de adesão a outras organizações, perfazendo um total de 7.700 participantes em 130 países. Na America Latina, participam do Pacto Global mais de 800 instituições, entre empresas e associações empresariais, ONGs, órgãos do setor público, instituições de ensino, sindicatos e até cidades.

O evento também contou com a presença do Prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, do Desenhador Tommy Hilfiger e do Presidente Executivo de Latin American Quality Institute, Daniel Maximilian Da Costa, única organização de Desenvolvimento de Normas e Padrões de Qualidade convidada ao evento.

Os dez princípios do Pacto Global são os seguintes:

Direitos Humanos

1 – Apoiar e respeitar os direitos humanos internacionalmente aceitos;
2 – Assegurar-se da não participação da empresa (matriz, filiais, subsidiárias, funcionários) em qualquer ato de violação desses direitos.


Trabalho

3 – Apoiar a liberdade de associação e reconhecer o direito efetivo à negociação coletiva;
4 – Eliminar todas as formas de trabalho forçado ou compulsório;
5 – Abolir o trabalho infantil;
6 – Eliminar qualquer tipo de discriminação no emprego.


Meio Ambiente

7 – Apoiar iniciativas de prevenção em relação aos problemas ambientais;
8 – Promover ações de responsabilidade ambiental;
9 – Incentivar o desenvolvimento e a difusão de tecnologias ambientalmente amigáveis.


Contra a Corrupção

10 – Combater a corrupção em todas as suas formas, inclusive extorsão e propina.

Video LAQI - Institucional
 

LAQA 2009 - Ciudad de Panamá
 

 

Testimonios:

   
“Me siento plenamente satisfecho por las actividades realizadas por LAQI, por los temas tratados porque permiten el aprendizaje de cada ..."
   
 
   
   
“Para nosotros este reconocimiento es muy importante porque toda empresa buscar calidad, especialmente a nivel latinoamericano ...”
   
 
 
   
   
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